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Nº
2 - julho de 2000 |
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Atividades CABRI para o Professor
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Links recomendados
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Entrevista - Professora Dra. Sandra Magina
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Eventos
Atividades Cabri para o Professor
Construindo Gráficos
com Cabri
As atividades apresentadas fazem parte da Dissertação de
Mestrado "Teorema de Tales: Uma seqüência didática utilizando
o Cabri-Géomètre", desenvolvida pela Prof. Maria Célia Leme
da Silva, com professores de Matemática do Ensino Fundamental
e Médio.
Links Recomendados:
Provão 2000 - http://www.inep.gov.br/enc/provao2000/gabaritos/Gab_mat.htm
Gabarito da prova objetiva do curso de Matamática.
O ENEM e as Universidades - http://www.inep.gov.br/enem/universidades/default.htm
O MEC vem mantendo intenso diálogo com as principais universidades
brasileiras e muitas delas já se manifestaram oficialmente
pela utilização, em 1999, dos resultados do ENEM nos seus
processos de seleção.
Entrevista - Professora Dra. Sandra Magina
PhD em Educação Matemática pelo Instituto de Educação, Universidade
de Londres,
Prof. do Mestrado da Educação Matemática da PUC-SP
Bolsista pesquisadora do CNPQ.
O USO DO CABRI NAS SÉRIES INICIAIS DO
ENSINO FUNDAMENTAL
PERGUNTA: Temos conhecimento
de diversas pesquisas que enfocam o ensino-aprendizagem
da Geometria e que usam o CABRI. Só no Mestrado em Educação
Matemática da PUC/SP, por exemplo, existem 6 dissertações
que discutem esse aplicativo como uma ferramenta poderosa
na formalização de conceitos nessa área da Matemática.
No entanto pouco ou nada tem sido dito, ou pesquisado, sobre
o uso do CABRI nos dois primeiros ciclos do Ensino Fundamental.
Podemos então concluir que o CABRI é um aplicativo destinado
para o ensino de uma Geometria mais analítica? Isto é, para
a Geometria que é ensinada a partir da 5a série?
DRA. SANDRA MAGINA: Não, não podemos concluir isso.
De fato existem poucas pesquisas abordando o uso do CABRI
para as séries iniciais, mas elas estão começando a surgir.
Em 98 foi publicada na França uma tese de Doutoramento voltada
para pesquisa em Geometria nessas séries, a qual usou CABRI.
Aqui no Brasil, tem o grupo do PROEM-PUC/SP que vem usando
o CABRI na formação de conceitos geométricos básicos, com
êxito. Podemos falar de 3 ações bem eficientes do grupo
nessa direção:
a) um projeto de pesquisa desenvolvido no âmbito
do ensino público, financiado pela FAPES, o qual foi concluído
no final do ano passado e cujas publicações já estão saindo.
b) o livro da coleção PROEM "Explorando os Polígonos
nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental" de minha autoria
em parceria com Nielce Lobo da Costa, Lulu Healy & Ruy
Pietropaolo, voltado para o professor I e que propõe trabalhos
bastante interessantes para serem feitos nessas séries.
c) Os cursos, de 8 horas, com realização contínua,
voltados para professores das séries iniciais do Ensino
Fundamental, não especialistas em Matemática, mesmo que
com pouca familiaridade com a ferramenta computador.
PERGUNTA: Em
sua opinião existe dificuldade para o uso do CABRI nas séries
iniciais do Ensino Fundamental? Se sim, em que reside esta
dificuldade e qual sua sugestão para superá-la?
DRA. SANDRA MAGINA: Eu não vejo nenhuma dificuldade
nesse sentido, pelo contrário, vejo muitas vantagens em
se introduzir os conceitos geométricos já a partir de uma
abordagem dinâmica. O CABRI possibilita um bom trabalho
com a geometria de transformação, principalmente os temas
rotações e simetrias; o uso grade, que coloca uma malha
em um sistema de coordenadas, em tudo é superior ao papel
milimetrado.
Especificamente para o uso com crianças menores as novas
ferramentas disponíveis no CABRI II - animação, preenchimento
de cor e rastro - somado com uma maior quantidade de cores
e espessura do traço, tanto estimula visualmente a criança
quanto motiva e ainda facilita na compreensão dos atributos
geométricos.
Eu acredito que a maior dificuldade reside mesmo no pouco
preparo que o professor dessas séries têm sobre o conteúdo
geométrico, o que poderia levar a um uso do CABRI como um
instrumento de desenho e não de construção de conceitos
geométricos. Mas também isso tem seu lado positivo, pois
aprender Geometria no ambiente CABRI pode ser uma divertida
aventura para esses professores.
Para concluir, eu gostaria de frisar que, embora eu seja
totalmente a favor do uso desta ferramenta em sala de aula,
isto não significa afirmar que o seu uso excluiria o uso
de outras ferramentas educacionais no ensino da Geometria,
tais como sólidos geométricos, barbantes, régua, canudos,
objetos do cotidiano, etc.
Na verdade, apesar de ver o CABRI como um instrumento poderoso,
ele, por si só, não basta e nem garante o processo ensino-aprendizagem.
É preciso a presença do professor como mediador desse processo,
como aquele que definirá quando, como e onde usar esta ou
aquela ferramenta; é ele quem elaborará as atividades visando
a interação do aluno com o objeto geométrico.
PERGUNTA: Quando
pensa-se no uso da informática para as séries iniciais,
pensa-se imediatamente em trabalhar com a linguagem LOGO
ou com o com aplicativos de pintura.
A profa. lançou recentemente um livro destinado a professores
das séries iniciais, onde a Sra. propõe trabalhar com o
CABRI nessas séries.
Isto significa que sua proposta é a substituição do LOGO
pelo CABRI? Se sim por que? Se não, como a profa. analisa
o uso dessas duas ferramentas?
DRA. SANDRA MAGINA: Novamente eu inicio
minha resposta negando. Negando não a publicação do livro,
mas sim a substituição do uso do LOGO por CABRI. O CABRI
é um micro-mundo geométrico cuja influência do ambiente
LOGO é visível. Todos dois têm um suporte teórico construtivista,
nos quais o aluno interage e se apropria da ferramenta no
seu processo de construção do conhecimento. O LOGO, por
se tratar de uma linguagem computacional, é mais amplo,
voltado não apenas para conteúdos de Exatas (Matemática,
Física), mas também para humanas (como linguagem por exemplo).
Eu diria que eles se somam, são ferramentas importantes
e poderosas que estão disponíveis para a Educação desde
as séries iniciais.
Aproveito para, mais uma vez, enfatizar que não será nem
o LOGO, nem o CABRI a trazer soluções definitivas e estáticas
para a formação de conceitos geométricos. Isto tem que estar
sempre na mente do educador. Eles são ferramentas e ferramentas
só executam tarefas sob supervisão/orientação humana.
Outro ponto importante a se considerar é que, embora existam
ferramentas mais poderosas, mais eficientes, que outras
- o que não é o caso dessas duas ferramentas - elas sempre
dependem do homem. Vejamos um exemplo: eu tenho em casa
um multiprocessador que veio para substituir o meu antigo
liqüidificador. Na loja o vendedor me afirmou que ele faz
tudo o que o liqüidificador faz e muito mais, sendo portanto
mais poderoso. Com o liqüidificador eu sei fazer vitaminas
de frutas, sopa e maionese. De fato, com o multiprocessador
eu posso fazer todas essas coisas e mais moer carne e posso
ainda cortar em fatias cebola, batata, entre outras coisas.
O multiprocessador é, então, uma ferramenta bem mais poderosa
que o liqüidificador. Só que tem um problema eu não sei
usá-lo!!! E aí, qual das duas ferramentas tem mais poder,
é mais eficiente na minha mão?
Não é porque eu tenho um piano em casa que vou garantir
a composição de uma sinfonia; da mesma forma que um martelo
não garante a construção de uma casa.
Por isso eu insisto na importância de se investir na formação
do professor. No caso do trabalho usando a tecnologia, é
imprescindível que ele domine a ferramenta - conheça seus
recursos - mas igualmente é fundamental que ele discuta
o seu uso tanto do ponto de vista pedagógico como de conteúdo.
Eventos
Oficinas Cabri
14 de agosto de 2000,
Iniciação
ao Cabri-Géomètre
19 de agosto de 2000,
Geometria plana com
Cabri-Géomètre
History in Mathematics
Education
Challenges for a new millenium 09 - 14 de Agosto de 2000,
em Taipei, Taiwan
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