Comunicações
Científicas
CABRI-GÉOMETRE
E TEORIA VAN HIELE: possibilidades de avanços na construção
de conceitos geométricos
Ivonélia
da Purificação
Maria Tereza Carneiro Soares
Resumo
Este
trabalho de pesquisa em desenvolvimento pretende analisar avanços
do pensamento geométrico de sujeitos ao utilizarem o software
educacional Cabri-Géomètre. O trabalho está sendo realizado
com alunos da 8ª série do ensino fundamental de uma escola pública
de Curitiba, Brasil. Tomamos como referencial teórico, além
dos adotados na elaboração do software Cabri, a teoria dos níveis
de desenvolvimento do pensamento geométrico de van Hiele. Segundo
van HIELE (1986) os alunos apresentam níveis de pensamento geométrico,
sendo portanto, possível identificar esses níveis e também desenvolver
um encaminhamento metodológico para avanço dos mesmos. Os níveis
são assim classificados: visualização, análise, dedução informal,
dedução formal e rigor. Apresentam também cinco níveis de aprendizagem
para elevação de níveis: informação, orientação guiada, explicitação,
orientação e integração. Seus trabalhos foram desenvolvidos
com doutoramento na Universidade de Utrecht em 1957, a partir
de preocupações oriundas de suas experiências como educadores.
A pesquisa se desenvolve com aplicação do teste de van Hiele,
entrevista e atividades com o software. Nossa hipótese é que
sujeitos ao utilizarem o software Cabri-Géomètre em uma situação
de ensino-aprendizagem, avançam do nível visual para o nível
de dedução informal segundo a teoria proposta por van Hiele.
This
current research intends to assess the advances in geometrical
thinking of students when the use the educational software Cabri-Géomètre.
The field work is being conducted with eight grade students
in the fundamental learning of a public school in Curitiba,
Brasil. The theorical framework used to analyze the data is
based, besides the ones aplied on Cabrissoftware, on van
Hieles theory about levels of geometrical thinking development.
According to van Hiele (1986) students show five levels of geometrical
thinking, therefore, its possible to identify this levels
and develop a work to their advance. The levels are: visualization,
analysis, deduction informal, deduction formal and rigor. These
levels can also be used to geometrical thinking diagnosis and
advance.
There are still five learning levels to advances levels: information,
guided orientation, explicitation, free orientation and integration.
His research was developed at Utrech University in 1957, basead
on his concerns from his professional experience.
The assessment comprises the aplication of van Hieles
test, interviews and activities using Cabris educational
software. This assessment aims to find out whether students
who use Cabri-Géomètres software in a learning situation
will advance from the visual level to the informal deductions
one as preposed by van Hieles theory.
Várias
pesquisas tem demonstrado as possibilidades de utilização da
informática na educação. (FAGUNDES,1992; PETRY,1992; MISKULIN,1993;
VALENTE,1993; SILVA, 1996; SANGIACOMO,1996), principalmente
com softwares educacionais.
O estudo da introdução da informática nas escolas brasileiras
revela um trabalho desenvolvido tanto em uma perspectiva instrucional,
em que o computador é o objeto de estudo, quanto em uma perspectiva
construcionista, sendo o computador utilizado como recurso em
uma situação de ensino-aprendizagem.( VALENTE, 1993).
Investigações como as de GARCIA NETO (1992) e SILVA(1996) utilizando
o recurso da informática com meninos de rua, demonstram que
esse propiciou: a melhoria na fluência do raciocínio dos alunos,
a autonomia no desenvolvimento de projetos individuais e principalmente
a reflexão sobre os erros cometidos no desenvolvimento das atividades.
ALMOULOUD (s/d, p. 141) ressalta que a utilização do computador
possibilita individualizar o estudo de comportamento dos sujeitos,
tornar os alunos autônomos na gestão de sua aprendizagem e tratar
no tempo real uma parte da avaliação. Podendo-se assim integrar
informações na formação de conceitos.
Dentre os softwares educacionais utilizados no Brasil, temos
observado avanços na utilização do software Cabri-Géomètre como
recurso informatizado na relação ensino-aprendizagem. (SANGIACOMO,
1996; SILVA,1997; POVOAS,1997; HENRIQUES,1997; SANTOS,1997).
Ao
considerarmos essa ferramenta uma grande aliada no processo
ensino-aprendizagem, temos percebido que os alunos interagem
com o colega e com a máquina, trocam experiências, levantam
hipóteses de resolução das atividades no computador, questionam
e buscam outras formas de resolução.
Entendemos como DAMBROSIO (1997), que a utilização do
computador no ensino de matemática possibilita ao aluno a autoconfiança
para criar e resolver situações matemáticas, desenvolvendo a
autonomia.
Procuramos no presente estudo investigar em que medida o uso
do software Cabri-Géomètre auxilia na construção de conceitos
geométricos.
A escolha do software Cabri-Géomètre pode ser justificada devido
o mesmo ser um software de autoria, assim classificado por ser
um programa específico para desenvolver situações de ensino-aprendizagem
de um determinado conteúdo. (SCHIOCHET, 1994).
Assim sendo, pode-se com o software Cabri criar e construir
figuras que poderão ser deformadas com o deslocamento de seus
elementos, permitindo a visualização dos movimentos e conservação
de propriedades geométricas.
LABORDE e CAPPONNI(1994) argumentam que o Cabri - Géomètre possibilita
o aprendizado das relações visuais e geométricas por três razões:
- os
fenômenos visuais ganham importância pela dimensão dinâmica
do Cabri-Géomètre;
- esses
fenômenos são controlados pela teoria, pois são o resultado
de uma modelização gráfica e de um modelo analítico de
propriedades geométricas;
- as
possibilidades sem limites de situações geométricas podem
ser visualizadas com um grande número de objetos de forma
precisa.
Por
meio de um "submenu histórico", as operações realizadas
pelo aluno podem ser retomadas, sendo possível analisar as fases
das construções geométricas e os processos mentais de desenvolvimento.
Dessa forma o Cabri permite: visualizar os objetos geométricos
criados e movimentá-los, deformando e conservando suas propriedades;
identificar as invariantes permitindo ao aluno compreender sua
trajetória de um ponto a outro. Assim facilita a análise de
como os alunos compreendem a geometria, além de propiciar um
ambiente interativo para a aprendizagem de níveis mais complexos
de pensamento geométrico.
Como o objetivo desse estudo é a compreensão de como os conceitos
geométricos são construídos e não simplesmente a aquisição de
técnicas de manuseio de um software específico ou a memorização
de definições, consideramos de fundamental importância em nossa
revisão de literatura buscar referências a respeito da aprendizagem
de conceitos geométricos.
Dentre várias posições sobre o raciocínio e a aprendizagem de
conceitos geométricos, optamos pela teoria van HIELE(1986),
desenvolvida pelos holandeses Dina e Pierre Marie Van Hiele,
por considerarmos ser a que enfoca com relevância o currículo
escolar, por ser a teoria que propõe níveis de compreensão de
conceitos geométricos e ter a preocupação com as dificuldades
apresentadas por alunos na situação escolar.
Os van Hiele observaram que os alunos pareciam progredir no
raciocínio geométrico através da seqüência de cinco níveis:
visualização, análise, dedução informal, dedução formal e rigor.
Os van HIELE(1986) apresentam também cinco níveis de aprendizagem
para elevação de níveis: informação, orientação guiada, explicitação,
orientação e integração.
Vários
pesquisadores que desenvolveram pesquisas utilizando esta teoria
(WIRSZUP, 1976; MAYBERRY, 1983; HOFFER, 1985; BURGER& SHAUGHNESSY,
1986; DE VILLIERS, 1987; CLEMENTS & BATTISTA, 1991; NASSER,1992;
CROWLEY,1996), confirmam que a aprendizagem de conceitos geométricos
parte de um pensamento mais global para um pensamento analítico,
finalizando com a dedução matemática mais rigorosa. Os níveis
são classificados em:
- Visualização,
quando o conceito geométrico é percebido no plano da aparência
e as figuras são observadas mas não conceituadas, como
quadrado, triângulo, retângulo e outras.
- Análise:
neste nível o sujeito começa a analisar as figuras geométricas,
diferenciando suas propriedades. A criança, no caso, ao
identificar o quadrado, relaciona aos lados iguais e ângulos
com mesma medida.
- Dedução
informal: o sujeito pode fazer relações entre as figuras,
inclusão e implicação, deduzir propriedades e reconhecer
as classes de figuras. Neste caso apresenta a relação
de inclusão do quadrado nos quadriláteros e retângulos.
- Dedução
formal, nível em que o sujeito trabalha com deduções e
compreende as funções dos termos, axiomas, postulados,
teoremas e demonstrações. Por exemplo, ocorre a compreensão
de que a soma dos ângulos internos de um triângulo é de
180º, com argumentação de axiomas, postulados.
- Rigor,
nível em que a abstração geométrica não - euclidiana é
compreendida. O sujeito pode comparar sistemas diferentes,
desenvolve sistemas axiomáticos e as relações topológicas
mais complexas.
Como
bem assevera SANTOS (1997,p.781)
"van Hiele parte de duas premissas básicas. Em
primeiro lugar, o objetivo do ensino da geometria é
levar o aluno à aquisição de uma rede de relações servindo
à expressão de raciocínios, rede na qual as relações
são ligadas de forma lógica e dedutiva. Segundo, essa
rede de relações deve ser construída pelo próprio aluno,
recusando a idéia de receber do professor uma rede relacional
completamente pronta."
Na
teoria van Hiele encontramos também características essenciais
para o desenvolvimento do pensamento geométrico que são, segundo
NASSER(1991): hierarquia, lingüística, intrínseco, extrínseco,
avanço e desnível.
Em relação a hierarquia observa-se uma seqüência dos níveis,
sendo necessários níveis construídos anteriormente para alcançar
um mais elevado.
Na lingüística um conceito geométrico é expresso com sua própria
linguagem, com símbolos e relações.
Na relação intrínseco e extrínseco os níveis estabelecem uma
intersecção, isto é, o que está implícito em um nível, torna-se
explícito no nível superior.
No que se refere ao avanço, a teoria van Hiele explicita que
os níveis dependem de instrução para serem elevados, mais do
que da idade ou da maturidade do aluno.
Com relação aos desníveis, ocorre a necessidade de raciocínio
de mesmo nível entre os parceiros da aprendizagem geométrica,
ou seja, não ocorrerá uma elevação de nível se a atividade desenvolvida
for num nível mais avançado que o construído pelo aluno.
Observamos
assim, a importância do professor identificar os níveis em que
se encontram seus alunos para então utilizar a linguagem e a
instrução adequada.
A teoria dos van Hiele desenvolvida como uma teoria da educação
matemática, oriunda da preocupação de professores, procura fornecer
dados para a compreensão do movimento entre os níveis de construção
do pensamento geométrico (JAIME & GUTIERREZ, 1990). O professor
ao desenvolver seu trabalho, segundo essa teoria, deverá adotar
os seguintes procedimentos para provocar os progressos dos níveis
de compreensão dos conceitos geométricos de seus alunos:
- Em
um primeiro momento vivenciar a fase da informação,
em que alunos e professor discutem as atividades
a serem desenvolvidas; perguntas são formuladas
e a linguagem especifica ao nível é explicitada,
ou seja, os alunos conhecem o trabalho prático.
- Fazer
a orientação dirigida, com atividades apresentadas
aos alunos que revelam as estruturas específicas
do nível em questão.
- Na
fase da explicação, auxiliar o aluno a usar
a linguagem apropriada, na expressão e modificação
dos seus pontos de vista.
- Para
orientação livre os alunos elaboram soluções
próprias para a atividades, possibilitando assim,
várias soluções e problemas em aberto.
- Encontrando-se
na fase de integração, segundo a teoria van
Hiele, o aluno revê e analisa o que aprendeu, formando
uma visão geral dos objetos e relações. (grifo nosso)
NASSER(1991)
ressalta que as fases expostas podem ocorrer de forma simultânea
e em diversas ordens, contudo, para a última fase existe a necessidade
do desenvolvimento das fases anteriores pois, são significativas
para fornecer as estruturas de aprendizagem.
Na investigação buscamos observar se utilizando o software Cabri-Géomètre,
os alunos avançam na compreensão do conceito de quadriláteros
do nível visual para o nível de dedução informal.
O desenvolvimento deste trabalho, utilizando o recurso informatizado
software Cabri-Géomètre em uma situação de ensino-aprendizagem
de geometria com sujeitos do ensino fundamental, busca enfocar
a necessidade da utilização das tecnologias da informação e
da comunicação sustentada em uma teoria de ensino-aprendizagem
possibilitando o desenvolvimento de cidadãos conscientes, criativos,
ativos, com novas formas de pensar o mundo.
"O computador permite criar ambientes de aprendizagem que
fazem surgir novas formas de pensar e aprender [...] favorece
aprendizagem ativa e controlada pelo próprio aluno, já que permite
representar idéias, comparar resultados, refletir sobre sua
ação e tomar decisões, depurando o processo de construção do
conhecimento." (PCN, 1997, p.60)
O trabalho esta sendo desenvolvido com sujeitos, cursando a
8ª série do Ensino Fundamental da rede Estadual de Curitiba,
com o seguinte encaminhamento: pré-teste, entrevista, situação
com o software Cabri-Géomètre, entrevista e pós-teste.
Aplicamos um pré-teste com cada um dos sujeitos, baseado na
teoria van Hiele com o objetivo de identificar em que nível
do pensamento geométrico se encontra cada sujeito. O teste de
van Hiele, desenvolvido por Usiskin, coordenador do projeto
Cognitive Development and Achievement in Secondary School Geometry
- CDASSG, tem como objetivo identificar em que nível de pensamento
geométrico da teoria van Hiele se encontra cada sujeito (NASSER,
1992). Sentimos a necessidade também de realizar uma entrevista
utilizando o recurso do paint brush, sobre a compreensão
dos sujeitos em geometria, antes e depois do desenvolvimento
de atividades com o software Cabri-Géomètre, isso se faz necessário
para compreensão qualitativa do pensamento geométrico dos sujeitos
envolvidos na pesquisa. As perguntas que compõem o roteiro da
entrevista são as seguintes:
- que figura geométrica é esta?
- como você sabe que é um.....?
- um aluno da turma anterior me disse que essa figura é
um (mudar o nome da figura) você acha que ele acertou ou
errou? - por que você acha que ele (errou ou acertou)?
- Existe alguma relação entre as figuras que você desenhou?
Por quê?
- Que
outras figuras podem ser desenhadas?
Não
se pretende aqui explorar em profundidade a gênese da noção
das formas geométricas, mas, sim, identificar as categorias
presentes nos indicadores de BURGER E SHAUGHNESSY(1986) e a
classificação dos níveis.
Até o presente momento foram realizados 12 atendimentos utilizando
o software Cabri, com duração de 90 minutos e três vezes na
semana, com coleta de dados por meio de fita de vídeo e de disquetes.
As respostas dos sujeitos estão sendo categorizadas segundo
os indicadores de BURGER E SHAUGHNESSY(1986), que são os seguintes.
nível 1
-
uso de propriedades imprecisas, como comparar desenhos e
identificar, caracterizar e classificar formas;
- usa como referência protótipos visuais para caracterizar
formas;
- inclui atributos irrelevantes na identificação e descrição
das formas, baseando-se no desenho da figura;
- não tem habilidade para conceber de uma variedade infinita
de formas;
- faz classificações inconsistentes, isto é, classifica
utilizando propriedades não utilizadas nas formas de classificação
convencional;
- não tem habilidade para usar propriedades como condições
necessárias para determinar formas;
nível
2
-
compara formas explicitamente por meio de suas propriedades;
- não utiliza inclusões de classes entre tipos gerais de
formas;
- classifica com base em um único atributo, como propriedade
de lados, negligenciando ângulo, simetria;
- recita um rol de propriedades necessárias em vez de determinar
propriedades suficientes;
- descreve tipos de formas por uso explícito de suas propriedades,
preferencialmente usando nomes específicos;
- explicita rejeição às definições de livros a favor de
caracterizações próprias;
- trata a geometria de forma empírica ao testar a validade
de uma proposição;
- explícita falta de compreensão da prova matemática;
nível
3
-
forma definições completas de tipos de formas;
- tem habilidade para modificar a definição e imediatamente
aceita e usa definições de novos conceitos;
- explicita referências para definições;
- tem habilidade para aceitar formas equivalentes de definições;
- aceita ordenação lógica parcial entre tipos de formas;
como inclusão de classes;
- tem habilidade para classificar formas de acordo com diferentes
atributos matematicamente precisos;
- usa explicitamente frases com "se, então";
- tem habilidade para formar argumentos dedutivos informais
corretos usando implicitamente tais formas lógicas como
regras de cadeia (se p implica q e q implica r, então p
implica r);
Nível
4
-
clarifica perguntas ambíguas e reformulação da tarefa com
linguagem correta;
- usa conjectura freqüentemente e tenta verificar dedutivelmente;
- confiança na prova como autoridade final decidindo a verdade
de uma proposição matemática;
- compreende as regras dos elementos que compõem o discurso
matemático, tais como, axioma, teorema, definições, prova;
- aceitação implícita dos postulados de geometria euclidiana.
Buscamos
assim, identificar os níveis de van Hiele, analisando os dados
que demonstram a compreensão e percepção dos alunos, como também,
respostas compatíveis aos níveis estruturais e indicação de
avanços dos mesmos. Por se tratar de pesquisa em andamento,
até o momento não temos resultados à serem apresentados, estamos
ainda na transcrição e análise dos 12 atendimentos já realizados,
no entanto, pudemos observar que ao utilizar o software Cabri-Géomètre
os sujeitos realizam as atividades com segurança, discutindo,
inferindo, conjecturando e visualizando os conceitos e propriedades
geométricas, o que indica, aprendizagem de níveis mais complexo
de pensamento geométrico.
A escola não pode alijar-se do processo
ensino-aprendizagem com as novas tecnologias. O que se faz necessário
são pesquisas que levem a reflexão sobre a utilização dos recursos
tecnológicos na formação de nossos alunos. Temos a responsabilidade
de proporcionar-lhes estas experiências.
Assim, segundo MARKET "educação do futuro tem que ser aquela
que prepara para a vida, para tomar decisões, para integrar
conhecimento. É uma educação que prepara o indivíduo para agir,
não apenas reagir: planejar e não apenas executar". (1992,
p. 18). E diríamos ainda: criar e desenvolver a intuição e sensibilidade.
Ivonélia
da Purificação
Professora Universidade Tuiuti do Paraná -UTP
Mestranda Universidade Federal do Paraná UFPR
e-mail Ivoneliap@martinus.com.br
Maria Tereza Carneiro Soares - orientadora
Profª. Dr.ª - Universidade Federal do Paraná UFPR
e-mail marite@cwb.matrix.com.br
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