Comunicações
Científicas
RESOLUÇÃO
DE EQUAÇÕES DE TERCEIRO GRAU ATRAVÉS DE CÔNICAS
Autores:
Rosana Nogueira de Lima*
Saddo Ag Almouloud* *
Resumo
Este
trabalho teve por objetivo estudar métodos geométricos e algébricos
de resolução de equações de terceiro grau, observando cada
um deles. Para isso, construímos uma seqüência didática, enfatizando
o método geométrico de Omar Khayyam (1050-1130), matemático
árabe do século XII. Utilizamos também a fórmula de Cardano
e o dispositivo de Briot-Ruffini para resolver equações cúbicas.
Com os resultados obtidos, vemos que o quadro geométrico dificilmente
é usado pelos alunos ao tentar resolver algum problema proposto.
Ao final da seqüência didática, os alunos que a estudaram
tinham condições de escolher qual método usar, levando em
conta, também, o quadro geométrico.
Abstract
The
objective of this work is to study geometric and algebraic
methods of solving a third degree equation, taking each one.
A didactic sequence was structured, focusing the geometric
method of Omar Khayyam, Arabian mathematician from XII century.
We also used Cardanos formula and Briot-Ruffini system
to solve cubic equations. The results show that the geometric
framework is hardly used by students to solve any problem.
In the end of the didactic sequence, the students who analised
it had conditions to choose which method they would rather
use, taking into consideration the geometric framework as
well.
Introdução
Em
nosso estudo histórico, vimos que os matemáticos iniciavam
suas pesquisas tentando desenvolver fórmulas para a resolução
de equações de graus dois e três, para depois procurar ampliá-las
para graus maiores. Ao observarmos livros didáticos referentes
à terceira série do Ensino Médio, porém, percebemos que o
estudo de equações polinomiais se faz generalizando resultados
teóricos para equações de grau n, sem apresentar um
estudo específico.
Um
questionário foi elaborado, então, e aplicado a alunos de
cursos de graduação em ciências exatas, a fim de observarmos
e levantarmos possíveis dificuldades por eles enfrentadas
na resolução de equações de terceiro grau, e, além disso,
verificarmos como eles as resolvem. Constatamos que os métodos
apresentados em livros didáticos não são utilizados.
Vimos
que os alunos têm grandes dificuldades em resolver equações
de terceiro grau. A construção do gráfico de funções de terceiro
grau e a necessidade de um método algébrico eficiente para
qualquer equação cúbica são os principais problemas por eles
levantados.
A
falta de hábito em mudar de quadros tende a levar os estudantes
a preferir utilizar meios algébricos de resolução nos problemas
que são apresentados a eles. São raras as vezes em que vemos
em livros didáticos incentivo a tentativas de utilizar recursos
geométricos na solução de atividades, tais como construção
do gráfico da função relacionada à equação que se pretende
resolver. A nosso ver, o jogo de quadros tem o papel de abrir
novos horizontes e aprimorar raciocínios matemáticos. Perder
tais reforços pode vir a acarretar maiores dificuldades ou
mais trabalho para o estudante.
Nosso
trabalho visa propor, através do estudo de resolução de equações
de terceiro grau, um meio de transportar conhecimentos algébricos
para o quadro geométrico, numa tentativa de desenvolver habilidades
em tal quadro.
Escolhemos
utilizar equações de grau três pois elas nos dão a possibilidade
de encontrar suas raízes reais por meios algébricos e geométricos,
além de trazer soluções históricas aparentemente desconhecidas
entre os estudantes.
Levantamos,
durante nossos primeiros estudos, as seguintes questões:
- Os
métodos apresentados: Fórmula de Cardano, Dispositivo de
Briot-Ruffini, Construtor Universal de Equações e Método
de Omar Khayyam, são suficientes para que o aluno tenha
uma visão geral de resolução de cúbicas?
Procuramos
em nossa seqüência didática respostas para esta questão,
já que utilizamos em nosso trabalho tanto métodos geométricos
quanto algébricos.
- O
aluno terá mais facilidade com métodos geométricos ou algébricos?
Veremos
que, neste caso, os métodos geométricos sempre levam o
aluno a identificar todas as raízes reais da equação,
sem causar-lhe muitos problemas, o que nos faz pensar
que eles escolherão este quadro como o de maior facilidade.
- O
método de Omar Khayyam é o mais adequado para utilização
do aluno por ser de simples construção geométrica, se usado
sem o auxílio do computador?
Supomos
que sim, pois acreditamos que o gráfico de uma função
polinomial de terceiro grau traz grandes dificuldades
em sua construção.
- A
fórmula de Cardano pode trazer problemas na resolução algébrica?
É
provável que sim, pois esta fórmula exige, às vezes, que
os alunos conheçam números complexos.
Para
verificar a validade ou não de nossas hipóteses, construímos
uma seqüência didática com o objetivo de apresentar métodos
de resolução de equações de terceiro grau (algébricos e geométricos),
levando o aluno a compará-los e a tirar suas próprias conclusões
sobre as vantagens e desvantagens de cada um.
Enfatizamos,
nesta seqüência, o método geométrico grego, sistematizado
por Omar Khayyam, baseado em intersecção de curvas cônicas.
A escolha deste se deu por se tratar de um método que faz
uso do quadro geométrico, pouco trabalhado nos livros didáticos
por nós estudados. Faremos uso de Cabri-géomètre para o estudo
das atividades em que construções geométricas se fazem necessárias.
Fundamentação
Teórica
Baseamos
nosso trabalho em alguns conceitos da Didática da Matemática
Francesa.
Iniciamos
com a transposição didática de Yves Chevallard, procurando
possíveis problemas que os alunos pudessem ter, a fim de escolhermos
a abordagem que daríamos ao trabalho.
O
jogo de quadros de Régine Douady foi importante na
medida em que usamos métodos geométricos e algébricos de resolução
de equações cúbicas. A dialética ferramenta-objeto,
também parte da teoria de Douady, foi usada para a construção
da seqüência. Não passamos por todas as fases dessa dialética,
deixamos de lado a familiarização e a complexificação
da tarefa, por não fazer parte do objetivo de nossa seqüência
didática.
A
teoria sobre os registros de representação de Raymond
Duval nos auxiliou a perceber as confusões entre registro
e objeto feitas pelos alunos, e a procurar o registro predominante
entre eles: equação ou gráfico. Além disso, nossa seqüência
necessitava da mudança de registro ao passarmos de um quadro
a outro.
Por
último, temos o contrato didático de Guy Brousseau, ao percebermos
os diferentes comportamentos dos alunos, tanto em relação
ao professor que estava presente, quanto ao conhecimento.
Analisamos, também, a influência que esse contrato exerce
sobre as respostas dos alunos.
Metodologia
Fizemos
um estudo histórico, procurando diferentes métodos de resolução
de equações cúbicas descobertos por matemáticos através dos
tempos, sua utilidade em cada época e se haveria interesse
em trazê-los para a sala de aula.
Um
estudo de manuais didáticos foi necessário para observarmos
como neles se apresentam as equações de terceiro grau. Analisamos
também a proposta curricular do Estado de São Paulo.
Aplicamos
um questionário a 33 alunos de primeiros e segundos anos dos
cursos de Matemática, Ciência da Computação e Engenharia Mecânica,
a fim de levantarmos suas concepções (isto é, o saber disponível)
sobre os métodos de resolução de equações de terceiro grau
por eles conhecidos.
Analisamos
os dados colhidos por meio de softwares de análise
implicativa de variáveis estatísticas, e obtivemos alguns
resultados preliminares, dentre eles estão:
- Os
alunos não usam os métodos de resolução de equações polinomiais
presentes em livros didáticos, mas sim tentam colocar algum
fator em evidência, o que causa problemas com equações completas;
- Confusão
entre objeto e seu registro de representação;
- Registro
dominante para parábola: equação; para hipérbole: gráfico;
- Dificuldades
na construção do gráfico de uma função polinomial de terceiro
grau, desconhecimento das características desse gráfico.
Construímos
uma seqüência didática, retomando métodos de resolução de
equações cúbicas, como a fórmula de Cardano e dispositivo
de Briot-Ruffini, e enfatizando o método geométrico sistematizado
por Omar Khayyam. Este método consiste em tomar uma equação
de terceiro grau
e transformá-la em uma equação cujo primeiro membro
é a equaçào de uma parábola e o segundo membro é a equação
de uma hipérbole, da seguinte forma:
.
Ao construirmos os gráficos dessas duas funções em um mesmo
plano cartesiano, temos suas intersecções como soluções da
equação cúbica inicial.
Aplicamos
esta seqüência a duas turmas: uma de alunos do primeiro semestre
de Ciência da Computação, e outra a alunos ao final do terceiro
ano do Ensino Médio. Utilizamos Cabri-géomètre para auxiliar
o uso de métodos geométricos.
Por
que usar Cabri-géomètre?
As
atividades de nossa seqüência que necessitavam de construções
geométricas foram estruturadas para serem feitas em Cabri-géomètre
I. Este software foi usado na primeira aplicação da
seqüência. Na segunda aplicação, foi usado o software
Cabri-géomètre II por estar disponível no laboratório da escola
em que a seqüência foi estudada. Tomamos o cuidado, entretanto,
de impossibilitar o uso de ferramentas de Cabri-géomètre II
que não existem em sua primeira versão, tais como "eixos
e coordenadas", "cônicas" e "calculadora".
A
utilização de Cabri-géomètre se deu pelas inúmeras possibilidades
que este software nos oferece por se tratar de um ambiente
aberto, isto é, por permitir o desenvolvimento de atividades
que levem o aluno à exploração, levantando hipóteses que serão
ou não validadas mais tarde.
Entre
os fatores determinantes de Cabri-géomètre, podemos destacar:
- a
possibilidade de mudança de quadros, do algébrico para o
geométrico, facilitando o estudo do método de Omar Khayyam;
- o
aspecto dinâmico deste software, permitindo a movimentação
dos objetos de base construídos:
- a
conservação das propriedades geométricas com as quais a
figura foi construída, ao movimentarmos qualquer de seus
elementos;
- por
fim, o lugar geométrico, que permite a construção do gráfico
de funções polinomiais.
Algumas
atividades
Atividade
Encontro
Objetivo:
Encontrar valores de x em que duas funções f e g
dadas tenham mesma imagem. Pretende-se que, ao resolver algebricamente,
o aluno encontre uma equação de terceiro grau que não possa
resolver com os métodos que conhece. Cabri-géomètre, então,
auxilia na construção de seus gráficos em um mesmo plano cartesiano.
Introduz-se, assim, o método de Omar Khayyam.
- Sejam
f: Â ®
Â
e g: Â *
®
Â
duas funções de valores reais definidas por

e 
.
Existe algum valor de x para o qual as duas funções têm
a mesma imagem? Se existe, dê estes valores e justifique
sua resposta; se não, explique porquê.
- Os
métodos de resolução que você conhece e usou no exercício
anterior foram satisfatórios? Você conseguiu encontrar os
resultados pedidos? Existe alguma outra forma de encontrar
estes valores? Qual? Justifique sua resposta.
Atividade
Omar Khayyam
Objetivo:
Institucionalizar o método de Omar Khayyam e compará-lo com
os já estudados pelo aluno.
1)
Seja a equação
.
É possível transformar esta equação em uma outra formada
por equações de duas cônicas? Justifique. Encontre as raízes
desta equação.
2)
Resolva a equação acima utilizando os métodos que você conhece.
Compare seus procedimentos com o método de Omar Khayyam.
O que você pode concluir?
Ao
estudar a atividade Encontro, os alunos procuraram igualar
f(x) a g(x), como esperávamos. Ao encontrar uma equação de
terceiro grau, a primeira medida a ser tomada foi tentar resolvê-la
algebricamente. Como não foi possível, procuraram, com ajuda
de Cabri-géomètre, construir o gráfico destas duas funções
em um mesmo plano cartesiano, influenciados por atividades
anteriores. Perceberam que, desta maneira, era possível encontrar
um intervalo que contivesse as raízes procuradas.
Para
a atividade Omar Khayyam, então, bastava reestruturar a equação
dada, de modo a conseguir as equações de uma parábola e uma
hipérbole a fim de representá-las graficamente e também obter
intervalos para as raízes requeridas.
Principais
Resultados
Mesmo
após o estudo de nossa seqüência didática, percebemos que
os alunos ainda estão muito ligados ao quadro algébrico. A
mudança deste para o quadro geométrico só acontece após tentativas
algébricas de resolução do problema proposto.
A
fórmula de Cardano é descartada. Os alunos declaram não se
sentirem a vontade para usá-la pois ela é de difícil memorização,
pode levar a cálculos com números complexos ou mesmo cálculos
numéricos complicados para serem feitos sem uma calculadora.
O
Construtor Universal de Equações (desenvolvimento geométrico
que constrói o gráfico de funções polinomiais de grau n) foi
fundamental para a descoberta do gráfico de funções polinomiais
de terceiro grau, para que os alunos conhecessem suas características.
Para
usar o dispositivo de Briot-Ruffini é necessário saber uma
raiz da equação em questão. Isto desqualifica, muitas vezes,
o uso deste método para resolver uma equação de terceiro grau.
O
método de Omar Khayyam foi escolhido, pelos alunos que estudaram
nossa seqüência didática, como o de uso garantido, caso as
tentativas algébricas de resolução não funcionem. Com ele,
é possível saber o número de raízes reais que uma equação
possui e encontrar um intervalo que as contenha.
Conclusões
Voltando
às nossas questões de pesquisa, verificamos quais as respostas
que nosso trabalho trouxeram para elas:
- Estes
métodos são suficientes para que o aluno tenha uma visão
geral de resolução de cúbicas?
Acreditamos
que sim, já que apresentamos métodos algébricos e geométricos
de resolução para equações de terceiro grau.
- O
aluno terá mais facilidade com métodos geométricos ou algébricos?
O
aluno, agora, tem capacidade de discernir qual método usar,
dependendo da equação que ele têm à mão.
- A
fórmula de Cardano pode trazer problemas na resolução algébrica?
Sim.
Não só em relação aos números complexos, como prevíamos, mas
também com cálculos numéricos difíceis de serem realizados
sem o auxílio da calculadora.
- O
método de Omar Khayyam é o mais adequado para utilização
pelo aluno por ser de simples construção geométrica, se
usado sem o auxílio do computador?
Sim,
pois possibilita que o aluno visualize a quantidade de raízes
reais que a equação tem, além de mostrar um intervalo em que
ela está contida.
É
possível que métodos geométricos tenham sido os primeiros
a serem utilizados para a resolução de equações e, entre eles,
está o método de Omar Khayyam. Esse é um método que nos possibilita
verificar a existência de raízes reais da equação cúbica que
se quer resolver, nos mostra quantas elas são, e permite que
se obtenha um intervalo que as contém. É importante salientar,
entretanto, que, com esse método, não podemos obter as soluções
da equação de terceiro grau inicial, já que estamos trabalhando
com um método geométrico, e esse tipo de método nos dá apenas
aproximações para as raízes. Limitações, como a explicitada
acima, fizeram com que métodos geométricos, pouco a pouco,
dessem lugar a métodos algébricos de resolução de equações,
pois eles resolvem totalmente o problema.
Do
ponto de vista didático, os métodos geométricos são muito
úteis para introduzir o estudo de resolução de equações de
terceiro grau, e ampliar as possibilidades que o aluno tem
de resolver uma equação cúbica. Os métodos geométricos são
válidos na medida em que mostram, ao aluno, um raciocínio
diferente, que pode ser usado na resolução de problemas. No
nosso caso, o método de Omar Khayyam traz um fator que pode
motivar o aluno: a possibilidade de visualização das raízes
da equação, esboçando os gráficos de uma parábola e uma hipérbole
em um mesmo plano cartesiano.
Bibliografia
ALMOULOUD,
Saddo Ag. Fundamentos da Didática da Matemática e Metodologia
de Pesquisa. CEMA - Caderno de Educação Matemática.
Pontifícia Universidade Católica, 1997, páginas 11 a 26,
51 a 63, 84 a 101, 164 a 258.
BOYER,
Carl Benjamin. História da Matemática. Editora Edgard
Blücher, São Paulo (SP), 1974, 10ª impressão - 1993, páginas
69, 70, 104 a 114.
BROUSSEAU,
Guy. "Os diferentes papéis do professor",
In: Didática da Matemática Reflexões Psicopedagógicas.
Organizadoras: Cecília Parra e Irma Saiz, Editora Artes
Médicas Porto Alegre - RS, 1996, páginas 48 a 73.
CARRAL,
Michel & CUPPENS, Roger. De dAlembert à Cabri-géomètre:
Le constructeur Universel dEquations. Repères
IREM número 18, janeiro 1995, páginas 105 a 125.
DHOMBRES,
J. & DAHAN-DALMEDICO, A. Mathématiques au fil des
âges. IREM Groupe Epistémologie et Histoire. Gauther-Villars,
Paris, 1987, páginas 96 a 115.
DOUADY,
Régine. Un procesus dapprentissage du concept daire
de surface plane. Educational Studies in Mathematics,
vol 20, nº 4, 1989, páginas 387 a 424.
DOUADY,
Régine. Des apports de la didatique des mathématiques
a lenseignement. In REPERES IREM número
6, janeiro/1992, páginas 132 a 158.
DUVAL,
R. Registres de représentation sémiotique et fonctionnement
cognitif de la pensée. IREM de Strasbourg, nº 5, 1993,
página 37 a 65.
FAIVEL,
John & GRAY, Jeremy. The History of Mathematics
a reader. The Open University. 1989, Hong Kong.páginas
141 a 153.
HEATH,
Sir Thomas. A History of Greek Matematics. Volume
I - From Tales to Euclid. Dover Publications, Inc, New York,
1981, páginas 251 a 255, 262 a 264, 438, 439.
KATZ,
Victor J. History of Mathematics - An Introduction.
Harper Collins College Publishers, USA, 1993, páginas 168,
169, 242 a 247, 317 a 345.
LIMA,
Elon Lages. A equação do Terceiro Grau. In Matemática
Universitária, número 5, junho/1987, páginas 7 a 23.
MILIES,
César Polcino. A solução de Tartaglia para a equação
de terceiro grau. In Revista do Professor de Matemática,
IME-USP. São Paulo páginas 15 a 22.
PERGA,
Apolônio of. Conics. Traduzido para o Inglês por
Catesby Taliaferro. Encilipaedia Britannica, Inc, 1955,
páginas 595 a 680.
PERRIN-GLORIAN,
Marie Jeanne. Théorie des Situations didatiques: Naissance,
développement, perspectives, Vingt ans de didactique
des mathématiques en France, RDM, La pensée Sauvage Editions,
1994, páginas 97 a 147.
TRGALOVÁ,
Jana. Etude historique et épistemologique des coniques
et leur implémentation informatique dans le logiciel Cabri-géomètre.
Tese de Doutorado. Université Joseph Fourier Grenoble
1, outubro/1995, páginas 5 a 54.
WAERDEN,
B. L. van. A history of algebra from al-Khowarizmi
to Emmy Noether. Springer Verlay, New York, Tokio, 1980,
páginas 25 a 29 e 50 a 87.
*
Mestre em Educação Matemática pela PUC-SP. Professora
da PUC-SP
E-mail: rosana@proem.pucsp.br
*
* Doutor em Educação Matemática pela Universidade Rennés,
França. Professor da PUC-SP
E-mail: saddoag@exatas.pucsp.br